domingo, 14 de agosto de 2011

Home alone

Se for preciso, passo o ano inteiro a desejar uns dias só para mim, sem crianças nem preocupações. Agora que o T. e os miúdos voaram para Portugal e me deixaram de férias a trabalhar, não consigo deixar de pensar que há alguma coisa errada neste equilíbrio. Entrar em casa e não ter ninguém para abraçar, tropeçar nos legos e nas trotinetas que ficaram desarrumados, entrar no quarto das crianças e sentir o cheiro a bebé no ar, jantar sozinha a comida feita que comprei na ala dos solteiros do supermercado, dormir numa cama grande demais só para mim, tudo é suficiente para me deixar o coração apertadinho.
Hoje os meus olhos abriram-se à hora do costume e não havia ninguém a saltar-me em cima a pedir para comer ou ir à casa-de-banho. Meia hora depois, levantei-me rendida às evidências: não ia conseguir voltar a dormir. Tomei o pequeno-almoço ao som de Amália Rodrigues e sentei-me ao computador. O lado positivo de tudo isto é que, para além de conseguir finalmente pôr este blogue em dia, tenho a vida cultural de Londres à minha espera.

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