terça-feira, 30 de novembro de 2010

Autumn snow

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Enquanto não actualizo as novidades, uma notícia de última hora: caem os primeiros flocos de neve deste Outono em Londres.

sábado, 20 de novembro de 2010

Sadler's Wells











Descobri recentemente uma falha no meu roteiro cultural: nunca tinha ido ver um espectáculo ao Sadler’s Wells, talvez a Meca da dança em Londres. Não levei muito tempo a colmatá-la. Ontem fui com a G., o S. e a M. ver FAR, pela companhia de Wayne McGregor – Random Dance. Apesar das boas críticas, tenho dúvidas acerca da minha opinião sobre o espectáculo. Adorei o cenário e o jogo de luzes, mas achei a coreografia e a música inconstantes (ou muito boas ou muito más). Ainda assim, gostei muito, talvez por os bailarinos serem todos simplesmente fantásticos. E que orgulho descobrir no final que um deles era a portuguesa Catarina Carvalho, na foto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Guilherme e Catarina












Peço desculpa pela ausência, mas ando demasiado atarefada com os preparativos para o casamento. Aguardo ansiosamente o convite pelo correio e já comecei a procurar o chapéu. Depois do ano novo, tenho de montar a tenda à porta da St. Paul's Cathedral para ficar na primeira fila. E antes disso ainda tenho de comprar o serviço de mesa com a fotografia dos pombinhos. Tanta coisa para fazer e tão pouco tempo!

sábado, 13 de novembro de 2010

Jack-in-the-box


















Um jack-in-the-box é um brinquedo infantil que consiste numa caixa que, depois de tocar uma melodia accionada por corda, abre a tampa e deixa sair um boneco, normalmente um palhaço.
As teorias para a origem do brinquedo são várias, mas, embora pouco verosímil, gosto da que diz que surgiu no século XIII, pela mão de Sir John Schorne, vulgarmente associado a uma bota com o diabo dentro. Diz a lenda que ele terá capturado o diabo na bota para proteger North Marston, em Buckinghamshire. Esta teoria explicará porque é que em francês a caixa se chama «diable en boîte» (ou «diabo na caixa»). Ou, numa tradução livre, «endiabrado na caixa» - título que, de certa maneira, também se aplicaria à fotografia acima.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O apelo das papoilas

Podiam ser cravos, mas não, são papoilas. Em Novembro, invadem o país e pululam de todas as lapelas, do primeiro-ministro ao varredor de ruas. É o «Poppy Appeal», um movimento de angariação de fundos. A tradição já vem de 1921: querendo recordar os soldados que deram a vida pela paz e pela liberdade na I Guerra Mundial, e com inspiração num poema de John McCrae, começaram a vender-se papoilas de papel para conseguir dinheiro para os ex-combatentes. Os fundos são actualmente destinados sobretudo aos que combateram no Afeganistão.
O pico das festividades foi hoje, o Dia do Armistício - um dos marcos no calendário britânico. Houve dois minutos de silêncio, que se praticam desde o fim da guerra, e concertos de música. Criaram-se campos de papoilas em memória dos combatentes e atiraram-se papoilas para as fontes.
O lema deste ano é «Put on a Poppy». Eu já pus a minha.

Chestnuts

Este ano, o S. Martinho esqueceu-se de trazer um cheirinho a Verão a terras inglesas. Lá fora, faz um temporal terrível. Mas eu lembrei-me dele e comprei castanhas para o jantar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E o Algarve tão longe...














Algarve glassware, na Habitat

domingo, 7 de novembro de 2010

Pinky Four














«Então, L., qual foi a tua prenda preferida?»
«O baton cor-de-rosa.»
«O baton?!»
«Sim. E também o vestido da Bela Adormecida e a bicicleta. Obrigada, mamã e papá, por me darem uma bicicleta tããão cor-de-rosa!»

Treasures from Budapest

Nunca fui a Budapeste, mas vontade não me falta. A exposição Treasures From Budapest, que trouxe à Royal Academy of Arts uma importante parte da colecção do Museum of Fine Arts, aguçou-me o apetite e deixou-me, como dizia um título do Evening Standard, «Hungary for more».

Brighton II














A pedido da O., que veio a Londres comemorar o seu aniversário, voltámos a Brighton. O tempo esteve a nosso favor e pudemos deitar-nos ao sol e brincar com as pedras na praia sem casacos. Ao nosso lado, meia dúzia de ingleses malucos tomavam banho no mar calmo. Ai que saudades do Verão.

Greenwich














Desta vez, fomos a Greenwich de carro, o que não tem metade da piada da viagem de barco. Almoçámos, bem, na Trafalgar Tavern, um típico pub mesmo em cima da água, e passeámos pelo centro e pelos relvados do parque que circunda o Observatório. O T., qual coelho da Alice, já não chegou a tempo de tirar uma foto com um pé de cada lado do meridiano. Nem de renovar o ticket de estacionamento. E, nisso, os ingleses são implacáveis. A multa já nos ensinou a ter mais cuidado com as horas. Sobretudo com a Greenwich Mean Time (GMT).

Gauguin














Foi já adulta que descobri de quem era o original da reprodução que esteve pendurada durante toda a minha infância na sala dos meus pais. Era este o quadro: Afternoon Quiet Hour, de Paul Gauguin. Tive muita pena que não fizesse parte da exposição sobre Gauguin da Tate Modern. Procurei-o por entre os outros quadros e imaginei-o entre o In the Waves e o Yellow Christ, os meus preferidos. Em vez disso, encontrei outros quadros e outras histórias que me levam a respeitar um pouco mais o Maker of Myth, como é apelidado no subtítulo da exposição.