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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Proper lady
Prestes a sair de casa, a L. vira-se para mim e diz: «Espera, Mãe, falta a minha mala. Vou pôr aqui a chave, o telefone e os óculos de sol. Ah, e o gloss. Agora sim, estou uma proper lady.»
quinta-feira, 24 de março de 2011
Sorry
A manhã não correu muito bem. Asneiras atrás de asneiras, o tempo a passar, a paciência a esgotar-se. Até que dei à L. o pior castigo possível: «Hoje vais de calças para a escola!». O desespero dela foi tão grande, que me fez sentir culpada o dia todo. Quando cheguei a casa, esperava-me este postal na estante:
Já está preparado o vestido para amanhã.
Já está preparado o vestido para amanhã.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Dear Santa Claus
A carta para o Pai Natal seguiu hoje pelo correio para o Polo Norte. Dizia qualquer coisa como: «Dear Santa Claus, can you please leave my presents in London? I would like to have a Peppa Pig DVD in Portuguese (que já me fartei de procurar e não há maneira de encontrar) and a Dora Christmas DVD in Portuguese (que a madrinha vai dar). I will leave some biscuits and a glass of milk for you at my Grandma's chimney. Love, L.»
Mal pusemos a carta no correio, lembrou-se: «Mamã, também preciso de uma campainha para a minha bicicleta! (que a mamã já comprou) Tenho de escrever outra carta ao Pai Natal.»
sábado, 13 de novembro de 2010
Jack-in-the-box
Um jack-in-the-box é um brinquedo infantil que consiste numa caixa que, depois de tocar uma melodia accionada por corda, abre a tampa e deixa sair um boneco, normalmente um palhaço.
As teorias para a origem do brinquedo são várias, mas, embora pouco verosímil, gosto da que diz que surgiu no século XIII, pela mão de Sir John Schorne, vulgarmente associado a uma bota com o diabo dentro. Diz a lenda que ele terá capturado o diabo na bota para proteger North Marston, em Buckinghamshire. Esta teoria explicará porque é que em francês a caixa se chama «diable en boîte» (ou «diabo na caixa»). Ou, numa tradução livre, «endiabrado na caixa» - título que, de certa maneira, também se aplicaria à fotografia acima.
domingo, 7 de novembro de 2010
Pinky Four
«Então, L., qual foi a tua prenda preferida?»
«O baton cor-de-rosa.»
«O baton?!»
«Sim. E também o vestido da Bela Adormecida e a bicicleta. Obrigada, mamã e papá, por me darem uma bicicleta tããão cor-de-rosa!»
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
The birds and the bees
«Mamã, como é que eu entrei na tua barriga?»
Ninguém me avisou que isto começava tão cedo...
Ninguém me avisou que isto começava tão cedo...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Wishful thinking
Na banheira, depois de uma valente molha: «Mamã, temos de ir para Lisboa, para não apanharmos esta chuva!»
domingo, 12 de setembro de 2010
No tempo da outra senhora
Dia de regresso a Londres, balcão de check-in do aeroporto do Porto, depois de uma longa espera na fila: «A senhora está sozinha com as crianças?» «Sim.» «E tem autorização do pai para viajar?» «Não, não é preciso. O SEF diz que basta estar um dos pais presente e que o outro não se oponha.» «Sem essa autorização, não entra no avião.» Nem queria acreditar. Senti-me no tempo da outra senhora e prestes a ficar em terra. O T. voa até ao trabalho (num domingo) para enviar um fax com a dita autorização e fazemos o check-in já depois da hora.
O drama da partida transforma-se em conto de fadas à chegada, com a L. a dizer: «Agora que estamos todos juntos, vamos viver felizes para sempre!»
O drama da partida transforma-se em conto de fadas à chegada, com a L. a dizer: «Agora que estamos todos juntos, vamos viver felizes para sempre!»
terça-feira, 20 de julho de 2010
Despertares
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A idade da inocência II
A frase do mês: «Mamã, quando for crescida posso...».
Sim, filha, podes pintar as unhas dos pés de vermelho, dormir na cama de cima de um beliche, beber café, atravessar a estrada sem dar a mão, fazer mousse de chocolate sozinha, mandar e-mails, lavar a louça todos os dias depois do jantar..., claro que sim.
Sim, filha, podes pintar as unhas dos pés de vermelho, dormir na cama de cima de um beliche, beber café, atravessar a estrada sem dar a mão, fazer mousse de chocolate sozinha, mandar e-mails, lavar a louça todos os dias depois do jantar..., claro que sim.
A idade da inocência
«Mamã, porque é que eu ainda não sou velha?»
«Ainda bem que não és velha! Eu adorava ter a tua idade.»
«Mas tu ainda não és velha!»
Ufa!
«Ainda bem que não és velha! Eu adorava ter a tua idade.»
«Mas tu ainda não és velha!»
Ufa!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Contracção
A L., ontem, apontando para a televisão: «Mamã, posso ver os desanimados?».
É verdade que não deviam ser muito animados, porque ela caiu a dormir às 5 e meia da tarde e só acordou 13 horas depois.
É verdade que não deviam ser muito animados, porque ela caiu a dormir às 5 e meia da tarde e só acordou 13 horas depois.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Car
O D. tem uma preferência especial por um carro verde e amarelo que chia quando ele o arrasta pela casa. Esta tarde, estendeu-o na minha direcção e fez um som inquisitivo. «É um carro, D. Ca-rro.», disse eu. E ele respondeu: «car». Fiquei sem saber se ele estava a tentar repetir «carro» ou simplesmente a dizer a sua primeira palavra em inglês.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Girls just wanna have fun
«Mamã, também quero pintar as unhas, pode ser? Verniz vermelho nas mãos e branco nos pés.» Hoje foi a saltitar para a escola, de malinha ao ombro e mãos esticadas, para a professora ver.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Amor fraternal
Hoje, quando repreendi o D. por estar a esvaziar o armário dos tupperwares pela décima sétima vez, a L. disse: «Desculpa, mamã.» «Eu não estava a ralhar contigo.» «Eu sei, mas o D. ainda não sabe pedir desculpa.»
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Let's get physical
«Mamã, tens um bebé na barriga?» «Não, filha, porquê? Gostavas de ter outro mano?» «Não. A tua barriga está grande.»
Hoje inscrevi-me no ginásio.
Hoje inscrevi-me no ginásio.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Swine flu
Foi ao regressar a Portugal que me apercebi como em Inglaterra o assunto gripe A assume muito menor importância do que no nosso país. Não se ouve falar muito no assunto e não se vê muita gente preocupada. Ao contrário, quando chegámos ao aeroporto de Lisboa, vimos diversos avisos sobre a gripe A, que se repetiram nas notícias, nos supermercados, nas casas-de-banho, um pouco por todo o lado. É mais uma amostra da minha teoria: de que a medicina portuguesa é muito mais preventiva do que a inglesa (voltarei mais tarde a este assunto).
Na visita habitual à nossa pediatra em Lisboa, perguntámos-lhe a opinião sobre a vacina contra a gripe. A resposta foi a politicamente correcta: ninguém é obrigado a tomar, mas as crianças correm sérios riscos se não forem vacinadas. Optámos, por isso, vacinar os nossos filhos. Hoje de manhã liguei para o centro de saúde para perguntar se eles poderiam ser vacinados, e fiquei a saber que em Inglaterra todas as crianças até aos 5 anos já podem ser vacinadas. Marquei logo a vacinação para os dois às 12.30h. A L. portou-se como uma princesa. Sentada ao meu colo e com a cara virada para o outro lado para não ver a seringa, não chorou nem reclamou. Ficou inchadíssima quando a médica lhe disse que foi a menina mais corajosa a quem ela já tinha dado a vacina! Cá fora, combinámos dar uma «pica» ao bebé Guilherme, o seu boneco de estimação. Talvez ele também fosse corajoso. Mas disse ela: «Ele não é corajoso, é muito choramingono!».
Na visita habitual à nossa pediatra em Lisboa, perguntámos-lhe a opinião sobre a vacina contra a gripe. A resposta foi a politicamente correcta: ninguém é obrigado a tomar, mas as crianças correm sérios riscos se não forem vacinadas. Optámos, por isso, vacinar os nossos filhos. Hoje de manhã liguei para o centro de saúde para perguntar se eles poderiam ser vacinados, e fiquei a saber que em Inglaterra todas as crianças até aos 5 anos já podem ser vacinadas. Marquei logo a vacinação para os dois às 12.30h. A L. portou-se como uma princesa. Sentada ao meu colo e com a cara virada para o outro lado para não ver a seringa, não chorou nem reclamou. Ficou inchadíssima quando a médica lhe disse que foi a menina mais corajosa a quem ela já tinha dado a vacina! Cá fora, combinámos dar uma «pica» ao bebé Guilherme, o seu boneco de estimação. Talvez ele também fosse corajoso. Mas disse ela: «Ele não é corajoso, é muito choramingono!».
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Noitada
Ontem à noite, percebendo que o serão seria diferente do habitual, a L. pediu para ficar acordada até mais tarde. Como normalmente não levanta problemas com a hora de ir para a cama, e está habituada a seguir todas as rotinas e a ir para a cama às nove, decidimos abrir uma excepção. Ficou a brincar enquanto levantávamos a mesa, arrumávamos a loiça e voltávamos a pôr a mesa. Às dez menos um quarto, disse: «Mamã, quero ir para a caminha!». Que grande noitada!
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