quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arcade Fire II


















E há pouco, em Hyde Park, antes do concerto extraordinário dos Arcade Fire.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Buckingham


















Esta tarde, nos jardins de Buckingham Palace.

Cancer Kin

Às vezes há males que vêm por bem. Era suposto estarmos de férias na Escócia na semana passada, mas o tempo por lá ficou tão mau de repente, que decidimos cancelar tudo. E por isso pudemos juntar-nos à G. e ao S. e participar na caminhada no Hyde Park organizada pelo Cancer Kin, uma instituição de solidariedade dedicada a ajudar as pacientes de cancro da mama no que toca aos tratamentos, apoio médico e psicológico e investigação.
O objectivo era dar duas voltas ao lago central do Hyde Park, num total de 10 quilómetros. Mas tendo em conta que o T. e eu percorremos os primeiros 5 quilómetros a empurrar um carrinho de bebé cada um, acho que podemos ser perdoados por termos ficado pela metade.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Russell Howard

Se há coisa que caracteriza os ingleses é o humor. Encontra-se dissimulado por todo o lado, sob a forma de ironia, de gracejos corteses, ou simplesmente como forma de quebrar o gelo ou iniciar uma conversa. É um fenómeno social e cultural e por isso não admira que a stand-up comedy seja tão difundida por estas bandas. No início, é difícil apanhar as piadas, e ainda hoje há algumas que me passam ao lado (quanto mais não seja porque não sei de quem estão a falar). Mas depois de se entrar no espírito é que se percebe como eles são realmente bons (os ingleses com as piadas, quero eu dizer). E para entrar mesmo no espírito, decidimos ir ver o Russell Howard, um dos comediantes mais conhecidos do momento, ao vivo no palco da comédia por excelência: o Hammersmith Apolo. É verdade que muitas foram piadas fáceis, mas que o rapaz tem jeito, tem. Ri-me durante tanto tempo que fiquei quase tão dorida das bochechas quanto no dia do meu casamento a tirar fotografias. E só para terem uma amostra, vejam lá o que ele andou a dizer sobre o emplastro:
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terça-feira, 21 de junho de 2011

Eu vou...

O DVD da Branca de Neve e os Sete Anões ganha, de longe, o número de visualizações cá em casa. Primeiro foi a L., que ainda hoje tem uma paixão muito especial pelo vestido da Branca de Neve. Agora é o D, que não passa um dia em que não peça para ver o filme. Já sabe as falas quase todas e vai repetindo as deixas dos anões, que venera, ao longo de todo o filme. Os sete bonecos dos anões andam sempre atrás dele por toda a casa. Os preferidos são o Feliz e o Dunga. Passa a vida a pô-los em fila no sofá, na mesa, no chão, na estante... Diz o nome de todos, imita na perfeição o Zangado, o Feliz e o Dengoso, e, quando termina, cantarola a música do regresso da mina:

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sábado, 18 de junho de 2011

Goofy

O D., esta manhã, a apontar para os bonecos: «Mickey, Minnie, Donald, Margarida, Pluto...» «E este, quem é? É o Pateta.» «Não! É o Goofy!»

Madeira Café

Esta semana fiz uma descoberta muito perigosa. A menos de 10 minutos a pé do meu trabalho fica o Madeira Café, uma sucursal mais pequena da casa mãe Madeira Patisserie. A variedade deixa muito a desejar, e os empregados não são todos portugueses, o que me entristeceu ligeiramente por não poder fazer o pedido em português e dar dois dedos de conversa. Ainda assim, a tentação permanente de poder ir beber um cafezinho e comer os melhores pastéis de nata e bolos de arroz da cidade está demasiado perto.

Vá para dentro, lá fora - III

Mesmo em andamento, uma imagem de Portugal salta imediatamente à vista. Ai que saudades.

sábado, 4 de junho de 2011

Fresh Fish














Sendo Inglaterra uma ilha, nunca me passou pela cabeça que fosse tão difícil encontrar peixe fresco em Londres. Há uma ou outra peixaria em Notting Hill com um ar muito arranjadinho mas com uma frescura duvidosa. Há mercados de rua onde se vende peixe, mas a higiene deixa muito a desejar. E nos supermercados, o mais certo é o peixe estar partido em postas, o que não deixa ver se é mesmo, mesmo fresco. Por isso, para além do salmão, da solha, da raia e da dourada que às vezes trago do supermercado, acabo quase sempre por comprar maruca, peixe espada e pescada congelados na loja portuguesa (para além do polvo e do bacalhau, claro).
Se há coisa de que tenho muitas saudades é de peixe verdadeiramente fresco. Daquele que ainda tem areia agarrada ou ainda está teso, de olhos brilhantes e guelras vermelhinhas. Por isso, quando vi os barcos de pesca na praia e as barracas ao longo da costa de Aldeburgh a vender peixe, senti crescer água na boca. Infelizmente, fomos recambiados para Londres antes de termos tempo de almoçar, mas espero poder voltar um destes dias à costa e provar aquele peixinho que, mais fresco do que isto, só a nadar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aldeburgh














Suffolk, terceiro e último dia.
Depois de descobrirmos uma avaria no carro que nos fez viajar a 30 km por hora, chegámos finalmente a Aldeburgh (leia-se Aldbra).
A praia aqui é de seixos, mas onde também crescem flores silvestres. Enquanto esperávamos pela assistência em viagem, passeámos à beira-mar, atirámos pedras à água, vimos barcos de pesca e pescadores a vender peixe, e passeámos pela rua animada que percorre a vila paralelamente ao mar.
Quando nos preparávamos para almoçar os famosos fish and chips da zona, chegou o reboque. E eu fiquei de água na boca.
Fiquei com muita pena de não podermos ficar mais tempo. Mas para os miúdos, foi a melhor parte do dia: afinal, iam voltar para casa lá em cima no camião!
Nada de preocupações, o carro já está bem de saúde outra vez.

Free range eggs














Não vi nenhuma galinha, mas por aqui há ovos para dar e vender. Tantos que há caixas nos portões das quintas para o freguês se servir e deixar uma moeda. Um dos muitos exemplos que encontrámos pelo caminho.

Southwold


Suffolk, segundo dia.
Deixámos o campo e fomos rumo à costa conhecer Southwold. A praia de areia e as barracas de madeira criam um ambiente muito engraçado. Não se vê turismo por ali. São os próprios locais que pegam nas suas lancheiras e vão passar o dia à praia. Tiram as espreguiçadeiras, mesas e outros acessórios das barracas e ficam a vigiar as crianças que brincam mais à frente. Por momentos, fez-me recordar Espinho, onde também há barracas (mas de pano) e muitos tapa-ventos a colorir a areia.
A L. e o D. lembraram-se de como é bom pôr os pés nus na areia e fizeram amigos depressa, enquanto o T. e eu retemperámos forças com os raios de sol que resolveram aquecer a nossa manhã.

English breakfast














E nem faltou a loucinha catita.

Suffolk












Fins-de-semana grandes aproveitam-se para passear. Metemo-nos no carro no sábado e seguimos em direcção à região de Suffolk, mais ou menos a Nordeste de Londres.
A cottage onde ficámos instalados era agradável, mas não creio que tenhamos aproveitado muito a região e a quinta onde ficava. Para dizer a verdade, durante o caminho ficámos com a sensação de estar a viajar por aldeias e vilas abandonadas, onde raramente se via vivalma.

Talvez o facto de o senhor que nos recebeu não ter sido particularmente simpático não tenha ajudado muito a ficarmos encantados com o lugar. Pensando bem, talvez o facto de não haver persianas nem portadas e de termos acordado na manhã seguinte às 4 e meia da manhã tenha sido a principal razão para a nossa disposição menos boa. Ficam as fotografias para nos lembrarmos que afinal era mais bonito do que pensávamos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Big sister

Depois de há algumas semanas termos tirado a grade da cama do D., a saga do 'deita-levanta' continua à hora de ir dormir. Já tentámos várias estratégias, entre elas fechar a porta do quarto (que ele entretanto aprendeu a abrir). Desistimos entretanto desta técnica, mas a L. continua a repetir ao irmão sempre que encostamos a porta: «D., não chores, a mana está aqui. Estás a ouvir-me? A mana está aqui ao teu lado, não precisas de chorar.»