sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Christmas display

E no sábado, o sarau da ginástica. Depois de fazerem o seu circuito de cambalhotas, trampolim, trave e saltos, os mais pequenos sentaram-se a ver as meninas crescidas a fazer saltos mortais, flip flaps e piruetas.

Christmas play















A L. vestida de Maria, para inveja de todas as amigas, esteve à altura, com a deixa decorada na ponta da língua. O D., o cor-de-rosa do arco-íris, portou-se bem até nos ver na plateia. Passou radicalmente do sorriso ao choro e só se acalmou quando a irmã o abraçou enquanto cantavam «We wish you a merry Christmas». O DVD é um grande hit cá em casa.

Visit the Queen

À falta de traje nacional (se alguém souber qual é o nosso, que me diga), lá tivemos de seguir o código de vestimenta para a ocasião: white tie e evening dress. A casaca foi alugada, o vestido foi emprestado (obrigada, G.!), e o casaquinho felpudo foi comprado à última da hora numa loja de caridade, não fossem os ombros descobertos levantar problemas de protocolo. Janotas!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mildest November

Pensar no clima londrino é pensar em nevoeiro, chuva, frio e nuvens cinzentas a tapar a luz do sol. Lisboa, pelo contrário, é sinónimo de luz, sol, calor e céu azul. Lamento contradizer esta ideia feita, mas já não é bem assim. 
No mesmo dia em que vejo no Telejornal a chuva forte e o granizo que caem em Portugal, leio no The Guardian um artigo que se intitula «UK on course for mildest November in 300 years». É certo que o frio não se atrasará muito mais e que neve deve chegar antes do Natal, mas enquanto não dou uso às luvas e ao guarda-chuva, vou tirando proveito do tempo ameno que se vai fazendo sentir por aqui. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Steve's Leaves















Agrião-bebé português embalado em Hampshire.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

British accent

«You have the mildest accent of all the foreigners here. You actually sound very British.» N., you've made my day!

domingo, 23 de outubro de 2011

Walk this way



















Sair de casa para o trânsito da manhã, entrar no metro e desembocar numa das zonas mais movimentadas da cidade pode ser muito pouco relaxante. Alegrou-me por isso descobrir um pequeno refúgio ao início e ao fim do dia. À saída do metro em Kings Cross St. Pancras, atravesso diariamente dois longos quarteirões de antigos armazéns vitorianos pelos caminhos interiores - walks - que ligam às ruas. São como estreitas ruas pedestres que não aparecem nos mapas, de arquitectura cuidada, onde por vezes se encontram entradas para empresas ou pubs, aqui e ali decoradas de árvores e bancos, e onde muito raramente me cruzo com alguém. Sigo pela calçada ouvindo pouco mais do que os meus próprios passos e durante quase dez minutos imagino-me a espectadora de uma cena de Sherlock Holmes. Assim é mais fácil voltar à realidade. Mas só até ao caminho de regresso a casa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paris je t'aime















Dix ans plus tard, nous sommes retournés à Paris. 
Et nous avons dit oui encore une fois.

Bloody French

Noutro dia, conheci a mãe de um miúdo inglês da turma do D. no parque. Perguntou-me logo de sobrolho franzido: «Is he with a bad cough?» «No, not really.» «Well, be prepared. You're not French, are you?» «No...» «Those bloody French don't take vaccines and then bring all the diseases to school!» Na altura, achei a afirmação tão exagerada e xenófoba, que fui com o D. brincar para outro lado (não fosse ela pegar-me a tosse).
Nesse mesmo fim de semana, recebemos cá em casa a G., a melhor amiga da L. que agora está noutra escola. No dia seguinte, a mãe da G. disse-me que ela estava com varicela. Duas semanas depois, o D. não só apareceu com um vírus chamado mão-pé-boca, com bolhinhas nestes três sítios, como no dia a seguir estava coberto de borbulhas pelo corpo todo - a varicela da G. tinha pegado.
Apeteceu-me imediatamente encontrar aquela mãe inglesa e dar-lhe uma palmadinha nas costas. «You were right!» A amiguinha francesa da L. é agora conhecida cá em casa como a Bloody French.

Wizard of Oz


Nunca pensei voltar a ir ver um musical em Londres. Achei que já tinha a minha conta. Mas ofereceram-nos bilhetes e lá levei a L. a conhecer a história da Dorothy. Uns sons mais fortes logo de início assustaram a L., que passou a primeira parte toda a pedir para voltar para casa, de mãos nos ouvidos, mas sempre de olho no palco - afinal os fatos e as músicas não a deixaram indiferente. Mais calma na segunda parte, acabou por concordar que valeu a pena ver tudo até ao fim. E eu também. Tudo está bem quando acaba bem.
Já em casa, não resistimos a ouvir as músicas todas outra vez. E outra vez. E outra vez. E só mais uma vez. E contagiámos o T. e o D. «We´re off to see the Wizard, the Wonderful Wizard of Oz!»

Chelsea FC

Goste-se ou não, a verdade é que o Chelsea é o clube do meu bairro. E é também o clube do coração do meu sobrinho A. Quando nos veio visitar, o Tiago levou-o a ver o Chelsea-Swansea (4-1). E eu fui com ele fazer uma visita ao estádio Stamford Bridge. O estádio fica mesmo no meio da cidade, mas muito bem enquadrado no meio dos edifícios. A princípio achei que ia ser um frete, mas depois até gostei. Fiquei a saber um bocadinho da história do clube, que por pouco não se chamou Kensington Football Club, visitei os balneários dos adversários (muito simples) e os balneários da equipa de André Villas-Boas (um luxo) e entrei na sala de imprensa onde os jogadores respondem habitualmente às perguntas enquanto os jornalistas aproveitam o bar aberto. E fiquei toda orgulhosa por ver tantos nomes portugueses nas camisolas do clube: José Bosingwa, Paulo Ferreira, Hilário, Raúl Meireles...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Open House London



Todos os anos, o Open House London celebra o que de melhor existe nos edifícios da capital. Mais de 700 edifícios, alguns habitualmente encerrados ao público, abrem as suas portas de graça para quem quiser entrar e ver. Nós aproveitámos para matar a curiosidade de há muito e ir ver por dentro o antigo Commonwealth Institute.
O Commonwealth Institute começou por chamar-se Imperial Institute (1887) e situava-se na Exhibition Road. O Commonwealth Institute Act de 1958 alterou o nome no Instituto e a sua missão. Em 1962, o Commonwealth Institute mudou-se para um edifício na High Street Kensington junto ao Holland Park, desenhado por Robert Matthew e Johnson-Marshal e construído com contribuições de materiais dos países membros. O instituto era aberto ao público e tinha uma exposição permanente sobre as várias nações do Commonwealth, que se distribuíam igualmente pelos vários pisos da zona central, que visitámos agora já vazios.


O edifício seria encerrado ao público  em 2000, e em 2002 as exposições foram devolvidas aos países membros e as restantes doadas ao British Empire and Commonwealth Museum, em Bristol.
O edifício é considerado pelo English Heritage como sendo o segundo mais importante edifício moderno de Londres, depois do Royal Festival Hall. Esta foi a última vez que se abriram as portas ao público para ver o edifício tal como ele era. O arquitecto John Pawson será responsável pela conversão do espaço no novo Design Museum, que será inaugurado em 2014.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Handsome

«Mamã, a I. diz que o M. é muito handsome, diz que quer marry him. Mas ele quer marry a P.!»
«Ai sim? E tu, achas algum menino handsome
«Não!»
Fico mais descansada.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conkers

File:Aesculus hippocastanum fruit.jpgAo passear no parque neste domingo, por pouco não fui atingida pelas inúmeras castanhas-da-índia (conkers) que, anunciando um Outono precoce, caíam das árvores a cada rajada de vento. Seguindo o exemplo, começámos a apanhá-las para a mochila. Algumas mantinham-se nos ouriços e desafiavam o jeito das crianças para as abrir sem se picarem, mas muitas rolavam pela relva já fora da protecção natural. A princípio pensei que toda a gente andava a apanhar os frutos para comer, até que me explicaram que estas castanhas não são comestíveis. Então porquê apanhá-las? Para jogar Conkers, obviamente. 
Conkers é um jogo tradicional que se joga com as castanhas-da-índia presas por um fio. Cada um dos dois jogadores bate à vez com a sua castanha na castanha do jogador adversário e vice-versa até alguma se partir. Aprendi depois que há quem leve isto a sério e participe em campeonatos mundiais. E existe inclusivamente uma ciência para endurecer as castanhas para se tornarem mais resistentes. (Em 1993, Michael Palin dos Monty Python foi desclassificado de uma competição de Conkers por cozer a castanha-da-índia e a ensopar em vinagre). Não admira que algumas escolas tenham proibido o jogo no recreio, tal pode ser a violência das armas de arremesso. 
Como não tenciono partir a cabeça a ninguém, só me resta decidir o que vou fazer com o alguidar de castanhas-da-índia que apanhámos no parque. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Deixa o Resto















Já voltámos do Alentejo.